Palavra
6, Maio, 2008 de Fênix
Devo ficar atenta para que não me escape o momento exato em que a palavra resulta inútil e seja necessária a ação silenciosa e bárbara, a desferir o preciso golpe que desencadeia a série imprevisível de eventos que move e altera nosso mundo.
Conheço bem o minuto em que a palavra perde sua força e se transforma em promessa vã. Como poucos, reconheço o lastro em que precisa estar baseada: a ação.
Que eu tenha a coragem de aceitar o momento e prescindir da palavra, realizando a ação que se exige de mim. Que eu não caia na tentação de me esquivar sob seu confortável manto, pois eu sei o quanto meu corpo grita pela ação; sei que o manto que aquece é o mesmo que aprisiona.
renata:hoje sou eu que me aproprio do seu verso.romério
“o manto que aquece
é o mesmo que aprisiona
o corpo que adormece
é o mesmo que abandona
a mão que diz a prece
é a mesma que sodoma
a boca que te tece
é a mesma que te toma”
e vou prosseguir.