Fênix em Verso e Prosa

Palavra

Devo ficar atenta para que não me escape o momento exato em que a palavra resulta inútil e seja necessária a ação silenciosa e bárbara, a desferir o preciso golpe que desencadeia a série imprevisível de eventos que move e altera nosso mundo.

Conheço bem o minuto em que a palavra perde sua força e se transforma em promessa vã. Como poucos, reconheço o lastro em que precisa estar baseada: a ação.

Que eu tenha a coragem de aceitar o momento e prescindir da palavra, realizando a ação que se exige de mim. Que eu não caia na tentação de me esquivar sob seu confortável manto, pois eu sei o quanto meu corpo grita pela ação; sei que o manto que aquece é o mesmo que aprisiona.

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One Response

  1. renata:hoje sou eu que me aproprio do seu verso.romério
    “o manto que aquece
    é o mesmo que aprisiona
    o corpo que adormece
    é o mesmo que abandona
    a mão que diz a prece
    é a mesma que sodoma
    a boca que te tece
    é a mesma que te toma”

    e vou prosseguir.

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Receita

Deus (?) ajuntou um novelo vermelho de ansiedade, mais umas moléculas de água, pendurou umas proteínas, adicionou um par de ácidos graxos. Parou, coçou o queixo, franziu o cenho, decidiu inovar: enfiou no topo um tufo de cabelos de milho. E, como sina ou bênção?, decidiu que minha essência seria a do renascimento.

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