eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos
quem sou eu para falar com deus ?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus
Paulo Leminski
Arquivado como:Outros autores , Deus, Leminski
6, Junho, 2008 • 5:05 pm 2
eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos
quem sou eu para falar com deus ?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus
Paulo Leminski
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• 4:54 pm 3
Nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez
Paulo Leminski
Arquivado como:Outros autores , Leminski
• 4:48 pm 5
Ouça com Billie Holiday:
A fine romance
The way you look tonight
Arquivado como:Música , Billie Holiday
• 1:00 am 1
Mesmo para os descrentes há a pergunta duvidosa: e depois da morte? Mesmo para os descrentes há o instante de desespero: que Deus me ajude. Neste mesmo instante estou pedindo que Deus me ajude. Estou precisando. Precisando mais do que a força humana. E estou precisando da minha própria força. Sou forte mas também sou destrutiva. Autodestrutiva. E quem é autodestrutivo também destrói os outros. Estou ferindo muita gente. E Deus tem que vir a mim, já que eu não tenho ido a Ele. Venha, Deus, venha. Mesmo que eu não mereça, venha. Ou talvez os que menos merecem precisem mais. Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais.
Clarice Lispector
Arquivado como:Outros autores , Clarice Lispector, Deus
• 12:56 am 3
De Ivan Lins e Victor Martins, ouça Bilhete, com Nana Caymmi e Ivan Lins
Arquivado como:Música , Nana Caymmi
• 12:10 am 1
Exatamente como a dor te pôs
em mim; precisamente do que sobra
em nós, que éramos rápidos e dois
e nos devemos o que amor nos cobra;
ou para sempre como o sangue roda
ou de repente como o tempo rói,
sou quem se despe, sou quem se deforma
para queimar com o seu amor a sós.
Venho dos lados da memória e mordo
os rebenques do cuspe do impossível,
salto como quem sou, não sou um potro,
mas rumino os corcovos de estar vivo
e sangro imóvel, sangro e não me findo
muito mais tênue do que amor não morro.
Bruno Tolentino
Arquivado como:Outros autores , Amor, Bruno Tolentino
• 12:00 am 0
Das coisas desusadas, das palavras puídas, do garimpo.
Compartilho aqui meu gosto por palavras pouco usadas (que desperdício!), amores complicados, sonhos naufragados, cama desfeita e coração em rebuliço. É como um brechó das almas antigas e, ao olhar mais atento, revelam-se artigos baratinhos, como as esperanças empoeiradas espalhadas pelos cantos. Um ou outro artigo mais precioso, como uma paixão adormecida sob um um paletó de tweed tristemente pendurado em um cabide desengonçado. Pitadas de insensatez no fundo das estantes gastas. Um tanto de sandice amontoa-se ao lado do caixa, para que não haja a possibilidade de esquecimento por algum desavisado leitor.
Quem falou