9, Junho, 2008 • 12:15 am
carrego teu nome
na tessitura da pele
teu beijo é cicatriz
abrasada no corpo
se renasço e morro
fênix incendiada
comigo se repete
tua rubra marca
incandescente chaga
tua memória, o assomo
– perene flor de lis
ferrada no ombro
Arquivado como:Verso , Amor, Fênix, Renascimento
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram linhas no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
Arquivado como:Outros autores , Leminski
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