10, Junho, 2008 • 9:27 pm
Escreveste meu nome
Sobre a água?
A fogo, na alma
Desenhei o teu.
Grafismo iluminado
Imantado e novo
Teu nome e o meu.
Novo
Porque nunca se viu
Nome tão pertencido
Antigo porque há milênios
Se entrelaçaram justos
No infinito
E raro
Porque tingido de um mosaico vivo
De danação e amor.
Teu nome.
Irmão do meu.
Hilda Hilst
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da urgência de escrever:
é fácil e bênção e é custoso,
é frustrante, é suspiro e então
o jorro certeiro e o gozo
é a árdua construção
da ponte para o abismo
é encarar o selvagem olho
– meu cerne desconhecido
e monstruoso
na ponte estabelecida
vou por ora submersa
pela voragem, o vagalhão
de voz, idéia, palavra
em violência tamanha
profusão que me cala
torrente que me estanca
silenciada poeta
Arquivado como:Verso , Escrever
Sou um sujeito cheio de recantos.
Os desvãos me constam.
Tem hora leio avencas.
Tem hora, Proust.
Ouço aves e beethovens.
Gosto de Bola-Sete e Charles Chaplin.
O dia vai morrer aberto em mim.
Manoel de Barros
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Quem falou