B orboletas
E
A belhas
T êm
R isos
I guais
Z zzzzzzzz
Beatriz Nassif
Depois, ela me contou que pensou na risadinha das abelhas e das borboletas – e eu fiquei com vontade de ser criança novamente, só para poder ouvir os insetos rindo assim, zzzzzzz…
14, junho, 2008 por Renata
B orboletas
E
A belhas
T êm
R isos
I guais
Z zzzzzzzz
Beatriz Nassif
Depois, ela me contou que pensou na risadinha das abelhas e das borboletas – e eu fiquei com vontade de ser criança novamente, só para poder ouvir os insetos rindo assim, zzzzzzz…
Querida Renata
Filha de ” Peixa ” , Poetinha é…. zzzzzzzzz….
Mário, querido,
mas dá um orgulho, né? Aarrreeeee, hehehe.
Beijoooooo
Ei, falta você na Comunidade! Está o maior agito!
Querida Renata
Como já havia lhe informado, não consegui me registrar lá, pois me pede uma senha que nunca tive, e não me dar a oportunidade de faze-la.
Por isso que lhe pedi outro dia para me cadastrar e me enviar a senha pro meu e-mail.
Desculpe-me.
beatriz,bibi:
ótimo poema.um beijo.romério
mário mendonça:
a renata lembrou bem.você precisa estar conosco.
um grande abraço.
romério
RR, ex SS, colega blogueiro,
vê que tem alma poética mesmo minha mocinha, hein? Que orgulhoooooooo!
Mário,
fiz seu cadastro, aprovei, enviei tudo por email. Não há mais descupa, vem logo!
Filhos…
Deve ser a razão de nossos maiores sacrfícios. Não os tenho, mas creio que assim deve ser.
E quem muito bem traduziu o legado que poderemos deixar a um filho foi Rudyard Kipling (escritor mais conhecido por ter inspirado o desenho Mogli, o Menino Lobo).
Mas foi um poeta excepcional!
E este poema ele fez para o filho dele. Um exemplo e tanto!
RUDYARD KIPLING – Se
Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu…
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê…Se vais faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário…
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão…
Se podes dizer bem de quem te calunia…
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afetação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)…
Se podes esperar sem fatigar a esperança…
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho…
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho…
Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores…
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores…
Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste…
Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo…
Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante…
Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre…
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade…
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade…
Se quem conta contigo encontra mais que a conta…
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minute se espraie em séculos fecundos…
Então, ah ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!…
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.
Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!…
RUDYARD KIPLING
Tradução do português Félix Bermudes