é aqui na janela do meu delírio
que acridoce ainda sinto
gosto quase extinto:
o gozo da tua boca
antiga febre consumindo
o sal do teu olho
na penumbra me dissolvo
aqui à parede
– eu mesma sombra
eu mesma espectro
na janela do meu delírio
é onde finjo
que o amor se foi
sem causar dano
sem transfixar meu flanco
o fracasso de nós dois
aqui na janela do meu delírio
permaneço sombra e sobra
(Desenho de Maína Junqueira)


renata:
gostei.
um beijo.
romério
RR,
e vamos que vamos, com estranheza, com crise…
Se não incomodar não é poesia, como é que você disse outro dia mesmo? Beijooooooooooooo
Querida Renata
Gosto da sinergia,
Amor e Medo
Se atraindo,
Como se fossem,
Siameses ”
” O misterioso
Nos abocanha
E corroe
Nossas entranhas
Para um infinito
Desconecto ”
E nos leva
A um prazer…..
Abraços
Poema lindo. o desenho uma beleza. os dois juntos: quase perfeição. adorei. por que? sei lá. estão belos. juntar sombra e sobra é coisa de gente grande. e nesta janela…
Luzete, obrigada pela visita!
Repare que há uma sombra ao lado da janela, parece uma mulher com um manto ou xale… Falei para a Maína que ela está a fazer desenhos sobrenaturais, hhehe.
Beijoooooooo