de tão desacertada
fiz em ti minha morada
mas, não te encontro
e se foi sonho?
teu corpo se esvai no derradeiro
pensamento
que o sono dissolve
à beira do leito e da morte
por sombras recoberta
na casa vazia à tua espera
e se foi sonho?
tuas carnes e teu cheiro
ilusão
que a alma anseia
és sal, silêncio e poeira
autoras da tua ausência
restam minhas mãos
desocupadas
e se foi sonho?
em mancha cinzenta
minha face transfigurada
até meus pássaros
umbrosos companheiros
fugiram em revoada

renata:
patrícia e eu lemos juntos e gostamos juntos do poema.
um beijo.
romério
Lindo, Renata!!!!
A ausência, o querer…. provocam a poesia.
Se foi sonho…. Adormeça.
Beijucas
…When the dog bites, when the bee stings
When I’m feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don’t feel so bad.
http://br.youtube.com/watch?v=j9KwlIHcmq4&feature=related
RR (Mandão) e Pat (Voz da Madrugada):
beijoooooooooooooooooooooo
Van,
se for sonho, abra os olhos e sonhe — que tal?
Cafu,
vou lá ouvir tudo. Beijooooooooooo
“autoras da tua ausência”…
fez-me pensar que o poema é um ator da ausência.
Eu já senti isso… foi bem assim.
João,
e ele é.
Pedro,
o silêncio e o cinzento — e não há garantias que nunca mais se volte a sentir-se deste modo…
Beijos