Fênix em Verso e Prosa

Insônia, esta.

Eu não durmo porque estou toda entalada na garganta.

Se você me abraçasse, escutaria meu urro arrebentando nas veias.

Arquivado como:Prosa ,

One Response

  1. fênix:
    a partir das insônias,fiz.

    “poetas são malditos e no espanto
    de revelar limites se martelam.
    há um poeta assim,em cada canto,
    no redemunho do espanto que revelam.

    poetas são em pétalas,cruéis
    com tintas destiladas pela mão.
    os dedos se arrebentam em pincéis
    drogados pela cor da solidão.

    tão bêbados de tudo,estes poetas
    de ansiedade e insônia vão tomados.
    ao percorrer as noites pelas frestas
    poetas são destroços renegados.”

    (poeta e noite)

    romério

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Receita

Deus (?) ajuntou um novelo vermelho de ansiedade, mais umas moléculas de água, pendurou umas proteínas, adicionou um par de ácidos graxos. Parou, coçou o queixo, franziu o cenho, decidiu inovar: enfiou no topo um tufo de cabelos de milho. E, como sina ou bênção?, decidiu que minha essência seria a do renascimento.

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