Beatriz Nassif
V iajo à procura de amor
I ndependente de o achar
D ia de namorar à luz do luar
A procura de ti, uma beleza como a flor
Arquivado como:Outros autores , Acróstico, Bibi
26, Março, 2009 • 9:21 pm 4
Beatriz Nassif
V iajo à procura de amor
I ndependente de o achar
D ia de namorar à luz do luar
A procura de ti, uma beleza como a flor
Arquivado como:Outros autores , Acróstico, Bibi
24, Março, 2009 • 4:20 pm 10
de tão perto e por tanto
que agora vivo em flerte
- encantados eu e ele
e não sei do meu desejo:
se é abismo, se é espelho
Arquivado como:Verso , Desencontro, Encontro, Sonho
• 7:58 am 5
Hilda Hilst
Se chegarem as gentes, diga que vivo o meu avesso.
Que há um vivaz escarlate
Sobre o peito de antes palidez, e linhos faiscantes
Sobre as magras ancas, e inquietantes cardumes
Sobre os pés. Que a boca não se vê, nem se ouve a palavraMas há fonemas sílabas sufixos diagramas
Contornando o meu quarto de fundo sem começo.
Que a mulher parecia adequada numa noite de antes
E amanheceu como se vivesse sob as águas. Crispada.
Flutissonante.Diga-lhes principalmente
Que há um oco fulgente num todo escancarado.
E um negrume de traço nas paredes de cal
Onde a mulher-avesso se meteu.Que ela não está neste domingo à tarde, apropriada.
E que tomou algália
E gritou às galinhas que falou com Deus.
Arquivado como:Outros autores
20, Março, 2009 • 12:20 am 6
Quem tem visita assim, ah!, pode até ser abandonada pela poesia que não fica órfã…
Arquivado como:Fênix
• 12:18 am 3
Corre a ruiva pelo prado
em busca do verso exato
de linha régua e compasso
Perseguida pelo coelho
alvissareiro interessado
em seu fogo ligeiro seu
círculo vermelhoAparece o unicórnio
azul como o mar a árvore o mel
Observa a cena, enamorado:
nem círculo nem linha mas
triângulo, do qual a minha
crina é cateto principal
Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos
• 12:16 am 2
Queria eu ajudar essa ruiva festeira
a achar o tal grande soneto esculpido,
para numa só rima acabar com o gemido
e dizer a ela: tu és a grande arteira!Afinal, apesar de eu sempre me enfeitar
nesses versos contados (por que não regrados?),
amoleço nas redondilhas a cantar
desse fogo ligeiro de amores alados.Só quero que me cantes belezas da vida,
me digas pra sair do ovo de coelho tonto,
e, assim, num grito de uma recém-nascidaMe faça ver que também eu, assim de pronto,
posso dizer das palavras as mais garridas
e esquecer que toda linha chega a um ponto.
Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos
Quem falou