Adélia Prado
Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,
sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
Faço comida e como.
Aos domingos bato o osso no prato pra chamar o cachorro
e atiro os restos.
Quando dói, grito ai,
quando é bom, fico bruta,
as sensibilidades sem governo.
Mas tenho meus prantos,
claridades atrás do meu estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Quando escrever o livro com o meu nome
e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
a uma lápide, a um descampado,
para chorar, chorar e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.
Arquivado como:Outros autores , Adélia Prado





Yeah
Adelia rocks!
Se puder passa no meu blog, escrevo contos e poemas…
Bjs
Rafael,
vou lá fazer-lhe uma visita.
Beijoooooooooo
Renata,
gosto da Adélia, desde os tempos em que ela não era ‘aceita’.
bjs
E eu que nem sabia que ela já foi uma “não aceita”? De qualquer forma, tenho uma tendência a gostar dessa categoria — tendência tão inevitável que eu gosto até dos que eu não sei constarem nela. Interessante, não?
beijooooooooooooooooooooooooooo