Agosto custou a chegar e este era o mês em que tudo se decidiria: eu, você, o cachorro que nós teríamos, um jantar em noite de lua cheia, noite fria de inverno, derretendo em nossa pele. Seríamos nós dois a nos desfazer do signo de inferno, nós dois a reinventar o mês — mês do cachorro novo.
Agosto e nossa rebeldia, agosto com gosto de cereja madura, agosto-doce, a gosto, a gozo. Agosto e a revolução do calendário: em agosto um reencontro, nós dois a celebrar um tempo que nasceu em estigma, nós dois a desafiar a vida; nós dois até sermos quatro: eu, você, o cachorro e o amor improvável.
Neste agosto que custou a chegar, sete foi o número mágico, que se multiplicou sete vezes por dia, em sete dias de espera, sete dias por semana; neste agosto faltou você e o inverno; neste oitavo mês, o calor ardeu como a sua ausência.
Agosto o mês em falta, agosto de espera, agosto árido, agosto-agonia, agosto para sempre, agosto nunca mais. Agosto foi também março, foi abril, maio e junho, agosto foi julho aglutinado — e setembro que se emenda: este é o ano de agosto, este é o ano do não.
E amarelou-se no armário o vestido de cetim e veludo que eu usaria para o encontrar, amarelaram meus dedos e meus olhos e minha esperança — e agosto não foi senão sinal de desgosto pintado de ocre em meu calendário.
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texto brabo!
romério
Achei em um Moleskine velho, todo garatujado. Meio fora de época, temporão, né? Beijoooooooo
Renata
” Agosto, tudo fica gostoso ”
” Cachorro, depende da loucura ”
Loucos todos somos.
Abração.
MM,
de médico e de cachorro todos temos um pouco?
beijooooooo
E que fim levaram o cachorro e os loucos?
Os cachorros enlouqueceram e fugiram todos juntos.
Eita agosto do discurso musical!
Tem umas coisas que tu nem precisavas pôr as letras em vermelho.
Sou essa pessoa de excessos. É parte quase incontornável da minha alma.
beijooooooooooo
Tá uma maravilha Dona Fênix
Grata, baby…