eu sei o que quero agora: que você me abrace, até que eu possa fechar os olhos. e encerrar o horror daqueles dias que vivi. e encerrar cada morte de cada uma daquelas insones horas noturnas.
verdade que seu abraço tem a cadência de valsa, verdade que suas mãos me deslizam as costas como diáfanas borboletas. verdade que você vem em ondas de delicadeza – que não combinam em nada com meus olhos.
sei também que somos efêmeros feito um bater de asas. sei que basta um piscar destes meus olhos de horror para que tudo se dissolva.
ah! que eu sei o que quero agora: que você me abrace até que…
até que.


Que bonito, menina! Que bonito!
Obrigada, Hideraldo
beijos
um eterno abraço aplaca a fúria da morte
este nó desfaço que ata meu caixão consorte