20, Março, 2009 • 12:18 am
Janaína Amado
Corre a ruiva pelo prado
em busca do verso exato
de linha régua e compasso
Perseguida pelo coelho
alvissareiro interessado
em seu fogo ligeiro seu
círculo vermelho
Aparece o unicórnio
azul como o mar a árvore o mel
Observa a cena, enamorado:
nem círculo nem linha mas
triângulo, do qual a minha
crina é cateto principal
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Rafael Coelho
Queria eu ajudar essa ruiva festeira
a achar o tal grande soneto esculpido,
para numa só rima acabar com o gemido
e dizer a ela: tu és a grande arteira!
Afinal, apesar de eu sempre me enfeitar
nesses versos contados (por que não regrados?),
amoleço nas redondilhas a cantar
desse fogo ligeiro de amores alados.
Só quero que me cantes belezas da vida,
me digas pra sair do ovo de coelho tonto,
e, assim, num grito de uma recém-nascida
Me faça ver que também eu, assim de pronto,
posso dizer das palavras as mais garridas
e esquecer que toda linha chega a um ponto.
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18, Julho, 2008 • 12:01 am
Quem trouxe a preciosidade foi o Antonio Barbosa Filho
Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja… É sumamente injusto curvar o próprio sentimento em uma reverência submissa para com os outros; é digno de mercenários e escravos e contrário à dignidade da liberdade humana sujeitar-se e submeter-se; é suma estupidez crer por hábito inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião por causa do número dos que a esposam. Precisa-se, ao contrário, procurar uma razão verdadeira e necessária.
Giordano Bruno, 1560
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11, Julho, 2008 • 4:22 pm
Deixe fluir, Fênix, deixe fluir. Caudalosamente, no início, mas depois lento, lento, como um regato preguiçoso que às vezes pára em um remanso, como para admirar suas margens.
Carlos Manoel
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5, Julho, 2008 • 12:00 am
Que sei eu, senão o que vejo e sinto?
uma imagem viva
que lavra a palavra
anatomia
num delírio de cor
curvas e contornos
sólidos
de perder a respiração
Meg
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21, Junho, 2008 • 6:31 pm
Passei pra uma visita… deixei, ali, naquele cantinho, um raminho de flores da caatinga… (é que choveu!)… e, sabe?, quando isso acontece o sertão põe chapéu e terno de festa pra admirar a noiva…
Xico Santos
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17, Junho, 2008 • 2:26 pm
em meu cangaço, todo o meu tumulto.
traga uns grãos, poesia furiosa
dentro de mim. falada em verso e prosa
a solidão que me alarga o vulto.
quero saber o quanto sou distante
de mim, da ilha , do polo. poesia
que bate furiosa pela mão errante
a me mostrar aquilo que eu não via.
Romério Rômulo
RR foi rápido no gatilho, mas vai ter troco.
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Quem falou