Fênix em Verso e Prosa

Triângulo

Janaína Amado

Corre a ruiva pelo prado
em busca do verso exato
de linha régua e compasso
Perseguida pelo coelho
alvissareiro interessado
em seu fogo ligeiro seu
círculo vermelho

Aparece o unicórnio
azul como o mar a árvore o mel
Observa a cena, enamorado:
nem círculo nem linha mas
triângulo, do qual a minha
crina é cateto principal

Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos

Quadrado

Rafael Coelho

Queria eu ajudar essa ruiva festeira
a achar o tal grande soneto esculpido,
para numa só rima acabar com o gemido
e dizer a ela: tu és a grande arteira!

Afinal, apesar de eu sempre me enfeitar
nesses versos contados (por que não regrados?),
amoleço nas redondilhas a cantar
desse fogo ligeiro de amores alados.

Só quero que me cantes belezas da vida,
me digas pra sair do ovo de coelho tonto,
e, assim, num grito de uma recém-nascida

Me faça ver que também eu, assim de pronto,
posso dizer das palavras as mais garridas
e esquecer que toda linha chega a um ponto.

Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos

Dos visitantes poéticos

Quem trouxe a preciosidade foi o Antonio Barbosa Filho

Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja… É sumamente injusto curvar o próprio sentimento em uma reverência submissa para com os outros; é digno de mercenários e escravos e contrário à dignidade da liberdade humana sujeitar-se e submeter-se; é suma estupidez crer por hábito inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião por causa do número dos que a esposam. Precisa-se, ao contrário, procurar uma razão verdadeira e necessária.

Giordano Bruno, 1560

Arquivado como:Visitantes Poéticos

Dos visitantes poéticos

Deixe fluir, Fênix, deixe fluir. Caudalosamente, no início, mas depois lento, lento, como um regato preguiçoso que às vezes pára em um remanso, como para admirar suas margens.

Carlos Manoel

Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos

Dos visitantes poéticos

Que sei eu, senão o que vejo e sinto?
uma imagem viva
que lavra a palavra
anatomia
num delírio de cor
curvas e contornos
sólidos
de perder a respiração

Meg

Arquivado como:Visitantes Poéticos

Dos visitantes poéticos

Passei pra uma visita… deixei, ali, naquele cantinho, um raminho de flores da caatinga… (é que choveu!)… e, sabe?, quando isso acontece o sertão põe chapéu e terno de festa pra admirar a noiva…

Xico Santos

Arquivado como:Visitantes Poéticos ,

Agrestes II

em meu cangaço, todo o meu tumulto.
traga uns grãos, poesia furiosa
dentro de mim. falada em verso e prosa
a solidão que me alarga o vulto.

quero saber o quanto sou distante
de mim, da ilha , do polo. poesia
que bate furiosa pela mão errante
a me mostrar aquilo que eu não via.

Romério Rômulo

RR foi rápido no gatilho, mas vai ter troco.

Arquivado como:Outros autores, Visitantes Poéticos , ,

Arquivos

Calendário

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Receita

Deus (?) ajuntou um novelo vermelho de ansiedade, mais umas moléculas de água, pendurou umas proteínas, adicionou um par de ácidos graxos. Parou, coçou o queixo, franziu o cenho, decidiu inovar: enfiou no topo um tufo de cabelos de milho. E, como sina ou bênção?, decidiu que minha essência seria a do renascimento.

Comunidade Verso & Prosa

Twitter: Os pios da Fênix

  • Pronto. @bibinassif despachada. E eu me comportei linda e dignamente e nem chorei (não na frente dela pelo menos)...1 day ago
  • A piveta ansiosa @bibinassif finalmente no quase embarque. http://twitpic.com/plyoa...1 day ago
  • para matar a saudade daquele tempo: joy division. ian curtis, muito, mas muito antes e melhor que seus "herdeiros" new orders......2 days ago
  • why is it something so good/ just can't function no more? love. love will tear us apart again/ love, love will tear us apart again...2 days ago
  • do you cry out in your sleep?/ all my failings exposed.../gets a taste in my mouth/as desperation takes hold/...2 days ago


FotoFênix

Baby Phoenix

Partying

More Photos