Feeds:
Posts
Comentários

Posts com Tag ‘Adélia Prado’

Para o Zé

Adélia Prado Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cômico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra. Divago, quando o [...]

Ler o post por completo »

Grande desejo

Adélia Prado Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia, sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia. Faço comida e como. Aos domingos bato o osso no prato pra chamar o cachorro e atiro os restos. Quando dói, grito ai, quando é bom, fico bruta, as sensibilidades sem governo. Mas tenho meus prantos, claridades [...]

Ler o post por completo »

Matéria

Jonathan chegou. E o meu amor por ele é tão demente que me esqueci de Deus, eu que diuturnamente rezo. Mas não quero que Jonathan se demore. Há o perigo de eu falar na presença de todos uma coisa alucinada. O que quer acontecer pede um metro imprudente, clamando por realidade. Centopéias passeiam no meu [...]

Ler o post por completo »

O amor no éter

Há dentro de mim uma paisagem entre meio-dia e duas horas da tarde. Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água, entram e não neste lugar de memória, uma lagoa rasa com caniços na margem. Habito nele, quando os desejos do corpo, a metafísica, exclamam: como és bonito! Quero escavar-te até encontrar onde secregas tanto sentimento. [...]

Ler o post por completo »

A filha da antiga lei

Deus não me dá sossego. É meu aguilhão. Morde meu calcanhar como serpente, faz-se verbo, carne, caco de vidro, pedra contra a qual sangra minha cabeça. Eu não tenho descanso neste amor. Eu não posso dormir sob a luz do seu olho que me fita. Quero de novo o ventre da minha mãe, sua mão [...]

Ler o post por completo »

A chama do meu amor daz arder minhas vestes. É uma canção tão bonita o crepitar que minha mãe se consola, meu pai me entende sem perguntas e o rei fica tão surpreendido que decide em meu favor uma revisão de leis. Adélia Prado

Ler o post por completo »

Amor violeta

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas. Atinge o meu coração é por esta via inclinada. Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida. Adélia Prado

Ler o post por completo »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 234 other followers