Feeds:
Posts
Comentários

Posts com Tag ‘Ausência’

Pretérito

A saudade  lateja tão calma e sutilmente que fica ao fundo, trilha sonora suave  que me acompanha pelos dias. E eu prossigo vivendo, com pressa, sem atentar para seus acordes, seu ritmo delicado. Até que me distraio de mim, até que me perco em mim e a ela toda jorra. E me inunda a pele, [...]

Ler o post por completo »

Cachorro louco

Agosto custou a chegar e este era o mês em que tudo se decidiria: eu, você, o cachorro que nós teríamos, um jantar em noite de lua cheia, noite fria de inverno, derretendo em nossa pele. Seríamos nós dois a nos desfazer do signo de inferno, nós dois a reinventar o mês — mês do [...]

Ler o post por completo »

insônia. eu deveria trabalhar. eu deveria escrever, eu deveria fazer uma mágica, um feitiço, macumba — “simpatia do amor, pague só depois do resultado” — para ver se você volta. mas nem sobre a rejeição eu sei escrever e minhas tentativas desajeitadas são patéticas porque se esbarram na mediocridade que, agora em rasgo de sinceridade [...]

Ler o post por completo »

never ending story

ontem eu dormi tarde, eu dormi triste, para hoje acordar cedo no sofá gasto, este sofá que é minha sarjeta particular, a mão formigando, as costas doendo, o peito latejando de saudade de você, a cama empoeirada, a fronha com o seu cheiro; se eu esticar os dedos a dormência passa, se eu esticar os [...]

Ler o post por completo »

Por Xico Santos Neste estradar ao qual me entrego livre e nu, a música no vento é teu nome ecoando por entre sombras e silhuetas difusas na vertente – uma dança de chegar. Se me faço noites de espera, não temas – é que amo a Lua –, testemunha silenciosa e cúmplice desses noturnos. Evitei [...]

Ler o post por completo »

é aqui na janela do meu delírio que acridoce ainda sinto gosto quase extinto: o gozo da tua boca antiga febre consumindo o sal do teu olho na penumbra me dissolvo aqui à parede – eu mesma sombra eu mesma espectro na janela do meu delírio é onde finjo que o amor se foi sem [...]

Ler o post por completo »

Risque-rabisque

Desenho de Maína Junqueira

Ler o post por completo »

Da espera

Lembro que ardia um sol estalado e doce como o doce de abóbora, e se estendi meus olhos compridos até teu vulto em partida — ah!, foi porque prisioneira sou eu da lembrança das tuas mãos espalmadas na minha cintura. E do teu riso de festa, uns pés dançarinos e nossos corpos em rodopio; é [...]

Ler o post por completo »

O amor no passado

Um dia, que agora parece em outra vida, teu amor parecia definitivo, era meu abrigo e meu conforto; e se hoje minha insônia te aborrece, não vão longe as madrugadas em que teus braços me resgatavam e embalavam, teus beijos em minha fronte, o cheiro da tua pele se diluindo na minha. E a veia [...]

Ler o post por completo »

A ordem natural

Você ri de mim porque durmo de camisola e meias, coberta até a cabeça; deixo um espaço pequeno para respirar e é assim que eu também vivia – quando eu vivia – com exíguo espaço de respiro: o corpo todo ansiando pela descoberta. A falta que me castiga é maior agora, deitada no estreito catre [...]

Ler o post por completo »

Sazonal

É em maio que a noite cai mais cedo, mais fria e silenciosa; e meu coração pára suavemente. Quando nem os cães vadios se aproximam de mim, repelidos pelo meu cheiro adocicado e enjoativo, cheiro de pétalas soltas e encanecidas, cheiro de morte. Porque é em maio que eu morro pouco a pouco, até ressurgir [...]

Ler o post por completo »

Assombração

Eu quero já ficar sozinha!, vem buscar teus restos que assombram meus corredores, teu espectro gelado que dorme em minha cama; quero de volta minhas noites vazias; quero dormir sem a mão pesada da saudade comprimindo meu peito. Sinto repentina raiva do teu onipresente fantasma e saio, irritada, da banheira, que só faz me inundar [...]

Ler o post por completo »

Honeysuckle, chèvrefeuille

Se teu nome é recomeço, é também ausência, que lateja e arde. Minhas mãos crispadas de choro contido, como eram meus beijos que te sorviam a boca, beijos de amor incontido. Tua falta em garra fria aperta meu coração, tristeza que me turva a mente e uns lábios que não mais sorriem. Mas, no jardim, [...]

Ler o post por completo »

Ventura

Nas tuas mãos desenha-se o meu destino, traçado em crayon cor de flama poente, as montanhas e o mar; sinuosa estrada em púrpura incendiada, convergentes o Nunca Mais e o Sempre. Teu nome espalmado em tinta rubra, signo abrasado nos meus dedos em doce absinto, vertiginosa curva, tua letra arredondada na minha luva de pétalas. [...]

Ler o post por completo »

Vaga

Falta tudo, falta você, o ar; falto eu e sobra o mundo, vasto e insípido.

Ler o post por completo »

Duo

Em nós, amar e esperar são verbos que se conjungam juntos e em definitivo – até que a distância seja menor que a da pele contra pele.

Ler o post por completo »

Da saudade

Dói meu peito só de te pensar, gelo da lâmina que acaricia e apavora meu coração; a respiração difícil e entrecortada. Aqui, tudo me restringe e oprime – só teu abraço em garra me liberta, só teu hálito à minha boca me revive.

Ler o post por completo »

Jazigo de pedras

O que se escondia a sete palmos de terra pode ter já se decomposto. Não vejo, mesmo. O que tem a oferecer? Nada vi, ainda. E não pense ou se atreva a dizer que não posso reconhecer o que não seja amor. Eu vi um homem no escuro de si mesmo; um homem que não [...]

Ler o post por completo »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 234 other followers