Bruno Tolentino Algoz e torturado à superfície são uma excrescência só. Da tenaz à carcaça a mesma sombra passa indiferente aos dois. Num mesmo giro esvaem-se uma garra e uma face.
Posts com Tag ‘Bruno Tolentino’
A fênix
Publicado em Outros autores, etiquetado Bruno Tolentino em 4, julho, 2008 | Deixar um comentário »
Segundo movimento
Publicado em Outros autores, etiquetado Amor, Bruno Tolentino em 12, junho, 2008 | 2 Comentários »
Mas, vem o amor, o amor que faz tão doce o travo em que circula à flor do instante, e entre resíduos vai como se fosse suficiente, plácido e constante… Mas se é amor é muito mais cortante e em lâmina tão leve disfarçou-se que por melhor alar seu golpe pôs cintilações de ganho em [...]
Como um presente?
Publicado em Outros autores, etiquetado Amor, Bruno Tolentino em 7, junho, 2008 | Deixar um comentário »
O meu amor, rastilho atrás da sombra, não é coisa de fuga nem de fúria; cerco do ser, não subtrai nem soma sua torre severa, sem pergunta. E quanto pode tudo arrisca e afronta a sede universal e não se curva: o meu amor maior, ramo do assombro, é um salto obstinado contra o nunca. [...]
O galopado
Publicado em Outros autores, etiquetado Amor, Bruno Tolentino em 6, junho, 2008 | 1 Comentário »
Exatamente como a dor te pôs em mim; precisamente do que sobra em nós, que éramos rápidos e dois e nos devemos o que amor nos cobra; ou para sempre como o sangue roda ou de repente como o tempo rói, sou quem se despe, sou quem se deforma para queimar com o seu amor [...]
Dobres
Publicado em Outros autores, etiquetado Bruno Tolentino em 16, maio, 2008 | Deixar um comentário »
De minhas mãos te cubro e não consigo tocar-te as penas nem as alegrias, nem consigo entender as agonias lúcidas, livres, tuas – mas te sigo e ligo-me ao peito e não me ligo à secreta razão dessas sangrias; esbato-me contigo e passo os dias a descobrir que nunca estás comigo. Pois mal sou eu [...]
Instabilidade
Publicado em Outros autores, etiquetado Bruno Tolentino em 12, maio, 2008 | Deixar um comentário »
Eu fui dizer ao vento o que eu te disse e o vento repetiu-o em toda parte, tantas vezes que a idéia de abraçar-te virou obsessão, ficou difícil mudar de idéia. Eu dei-me conta disso o dia em que me achei a procurar-te no desvão entre a vida e o precipício exatamente onde tua andas… [...]
I. 70
Publicado em Outros autores, etiquetado Bruno Tolentino em 11, maio, 2008 | 1 Comentário »
O amor é uma parábola, a instante tradução do real em metáfora; no entanto, não importa se a aparição, que se desvela quando a porta se escancara entre os mundos, é uma alucinação ou sombra tangível: o ser é uma porção incerta do invisível o olho não suporta, muito menos retém-no, o impacto da visão; [...]

