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Posts com Tag ‘Fênix’

Anil

Agora veio uma tristeza, dessas noturnas e sem razão – não, dessas que a gente finge não saber a razão, que é para não chorar demais. Deu vontade de te acordar, porque assim passa, encostada no teu corpo quente eu esqueço e durmo; muda a perspectiva dos meus problemas e tristezas: ratos e elefantes, como [...]

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Véspera

sei que parece silêncio, mas é rebuliço, entranhas retorcidas; é meu sangue azedo, coagulado, é minha veia contraída, pronta para o grito – mesmo quando minha boca se estreita; parece sereno este ar parado, parece calmaria, mas veja!, é elétrico, carregado, anunciado de tempestade; sei que parece pouco, que parece nada, mas é meu corpo [...]

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Círculo

quero a palavra certeira o verso estampido um tiro no peito para morrer em rima morrer em soneto fatal redondilha queimar até as cinzas renascer do avesso verde e dissolvida em verso-recomeço

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Receita

Deus (?) ajuntou um novelo vermelho de ansiedade, mais umas moléculas de água, pendurou umas proteínas, adicionou um par de ácidos graxos. Parou, coçou o queixo, franziu o cenho, decidiu inovar: enfiou no topo um tufo de cabelos de milho. E, como sina ou bênção?, decidiu que minha essência seria a do renascimento.

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Para me amar

Você tem que chegar urgente, furioso, arrebentando minhas contenções, meu muro de “nãos”; esgarçando com dedos prementes essa carcaça que me acolhe, me encolhe; você tem que vir calar minha boca com um beijo ou um tapa, pouco importa, desde que seja com força que é para rasgar minhas mentiras, essas palavras cheias de lógica [...]

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Fênix

Hideraldo Montenegro Dentro de mim há uma fogueira que separa as cinzas das cores -o que renasce não é o corpo mas o topo da transparência do meu ser

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Magma

surge, inesperada a fera que devora e a carne rasga de dentro para fora esculpe em garra ornatos de sangue pétalas em fúria lança e flor rutilantes desenham em minha pele seu enigma de fogo

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Asas. Em meus sonhos, sempre asas — já não me importava a vida, o cativeiro; só o vôo, o trajeto da alma. E depois de tantos dias escuros, tanto sofrimento seco e silencioso, eis que endureceram-se minhas penas, eis que se fez pesado o corpo que levitava. Então, você chegou com um par de sapatos. [...]

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Ascenção do Império Ruivo

Tô na área.

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Heráldica

carrego teu nome na tessitura da pele teu beijo é cicatriz abrasada no corpo se renasço e morro fênix incendiada comigo se repete tua rubra marca incandescente chaga tua memória, o assomo – perene flor de lis ferrada no ombro

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Repetente

Escrevo minha própria história, sou personagem principal e prisioneira das minhas neuroses, vícios e paixões – ah!, sou reincidente de mim. Tudo parece mais do mesmo: meus amores começam e terminam iguais — é o ciclo vital do qual sou vítima e produto, fênix em essência e nome. Sempre morro no final. E renasço em [...]

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