Hilda Hilst Promete-me que ficarás Até que a madrugada te surpreenda. Ainda que não seja de abril Esta noite que desce. Ainda que não haja estrela e esperança Neste amor que amanhece.
Posts com Tag ‘Hilda Hilst’
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Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 19, setembro, 2011 | Deixar um comentário »
Peixinho
Publicado em Cotidiano, etiquetado Bibi, Hilda Hilst, Zeca Baleiro em 13, novembro, 2009 | 3 Comentários »
Bibi cantando Zeca Baleiro e Hilda Hilst
Memória – 2
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 13, novembro, 2009 | Deixar um comentário »
Hilda Hilst Há certos rios que é preciso rever. Por isso, volto, Ricardo, àquelas margens Onde na sombra de um verde descansavaa E um canteiro de limo sob os nossos pés Adiante desaguava. Volto, seguindo a viagem De mim mesma e aos poucos convergindo Oculta, vária, Até fechar um círculo e entender Essa asa de [...]
Mais luzente quando não estás
Publicado em Música, etiquetado Hilda Hilst, Zeca Baleiro em 20, outubro, 2009 | 3 Comentários »
De Zeca Baleiro e Hilda Hilst, ouça Canção VI, com Ná Ozetti Três luas, Dionísio, não te vejo. Tres luas percorro a Casa, a minha. E entre o pátio e a figueira Converso e passeio com meus cães. E fingindo altivez digo à minha estrela Essa que é inteira prata, dez mil sóis Sirius pressaga [...]
Cantares – XXXVIII
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 19, outubro, 2009 | Deixar um comentário »
Hilda Hilst Toma-me ao menos Na tua vigília. Nos entressonhos. Que eu faça parte Das dores empoçadas De um estendido de outono Do estar ali e largar-se Da tua vida. Toma-me Porque me agrada Meu ser cativo do teu sono. Corporifica Boca e malícia. Tatos. Me importa mais O que a ausência traz E a [...]
Canto de amor e de partida
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 12, setembro, 2009 | Deixar um comentário »
Hilda Hilst Rios de rumor: meu peito te dizendo adeus. Aldeia é o que sou. Aldeã de conceitos Porque me fiz tanto de ressentimentos Que o melhor é partir. E te mandar escritos.
Do desejo – VI
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 6, agosto, 2009 | 1 Comentário »
Hilda Hilst O que é a carne? O que é esse Isso Que recobre o osso Este novelo liso e convulso Esta desordem de prazer e atrito Este caos de dor dobre o pastoso. A carne. Não sei este Isso. O que é o osso? Este viço luzente Desejoso de envoltório e terra. Luzidio rosto. [...]
Do desejo – VI
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 24, abril, 2009 | 1 Comentário »
Hilda Hilst O que é a carne? O que é esse Isso Que recobre o osso Este novelo liso e convulso Esta desordem de prazer e atrito Este caos de dor dobre o pastoso. A carne. Não sei este Isso. O que é o osso? Este viço luzente Desejoso de envoltório e terra. Luzidio rosto. [...]
Quase dormida e insone pela casa
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 5, fevereiro, 2009 | 3 Comentários »
Hilda Hilst Essa lua enlutada, esse desassossego A convulsão de dentro, ilharga Dentro da solidão, corpo morrendo Tudo isso te devo. E eram tão vastas As coisas planejadas, navios, Muralhas de marfim, palavras largas Consentimento sempre. E seria dezembro. Um cavalo de jade sob as águas Dupla transparência, fio suspenso Todas essas coisas na ponta [...]
Cantares – XIV
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 22, dezembro, 2008 | Deixar um comentário »
Hilda Hilst Como se desenhados Tu E o de dentro da casa. Entro Como se entrasse No papel adentro E sem ser vista Rasgo Alguns véus e fibras Sem ser amada Pertenço. Que sobreviva O fino traço da tua presença. Aroma. Altura. E lacerada eu mesma Que jamais se perceba Umas gotas de sangue na [...]
Cantares do sem-nome e de partidas – II
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 19, outubro, 2008 | 1 Comentário »
Hilda Hilst E só me veja No não merecimento das conquistas. De pé. Nas plataformas, nas escadas Ou através de umas janelas baças: Uma mulher no trem: perfil desabitado de carícias. E só me veja no não merecimento e interdita: Papéis, valises, tomos, sobretudos Eu-alguém travestida de luto. (E um olhar de púrpura e desgosto, [...]
Canto segundo
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 27, julho, 2008 | 4 Comentários »
Se te anuncio lágrimas e haveres É para te encantares do meu canto, Um tempo me guardei Tempo de dor aquele Onde o amor foi mar de muitas águas. Se te anuncio ainda É porque sempre em pedra fui talhada. Em sal me consumi. E perecível Tem sido a minha form: Estes dedos lunares, estas [...]
Onde a luz se faz dor
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 26, julho, 2008 | Deixar um comentário »
Vigio Esta sonoridade dos avessos. Que se desfaça o fascínio do poema Que eu seja Esquecimento E emudeça. Hilda Hilst
Garganta aguda, madrugada larga
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 28, junho, 2008 | 2 Comentários »
Aos amantes é lícito a voz desvanecida. Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido: Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é tempo, senhora, Recolhe tuas papoulas, teus narcisos. Não vês Que sobre o muro dos mortos a garganta do mundo Ronda escurecida? Não é tempo, senhora. Ave, moinho e vento Num vórtice [...]
Canto quinto
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 24, junho, 2008 | 4 Comentários »
Eu nem soube falar do amor nos homens. (Amor feito de júbilo aparente) Nem soube replantar no que era terra Uma mesma semente. Tive no peito o mantra mais secreto E não pude vibrá-lo, alento, lira Corda divina no seu veio certo. Elaborei em vão todos meus sonhos. E súbito me tomas e me ordenas [...]
Para tua fome
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 21, junho, 2008 | 3 Comentários »
Eu teria colocado meu coração Entre os ciprestes e o cedro E tu o encontrarias Na tua ronda de luta e incoesão: A ronda que persegues. Para tua sede As nascentes da infância: Um molhado de fadas e sorvetes. Abriria em mim mesma Uma nova ferida Para tua vida. Hilda Hilst
Palavra viva
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 16, junho, 2008 | 1 Comentário »
As barcas afundadas. Cintilantes Sob o rio. E é assim o poema. Cintilante E obscura barca ardendo sob as águas. Palavras eu as fiz nascer Dentro de tua garganta. Úmidas algumas, de transparente raiz: Um molhado de línguas e de dentes. Outras de geometria. Finas, angulosas Como são as tuas Quando falam de poetas, de [...]
De amor a meu poema e suas densidades mais terrenas*
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 11, junho, 2008 | 1 Comentário »
Que não se leve a sério este poema Porque não fala do amor, fala da pena. E nele se percebe o meu cansaço Restos de um mar antigo e de sargaço. Difícil dizer amor quando se ama E na memória aprisionar o instante. Difícil tirar os olhos de uma chama E de repente sabê-los na [...]
Antiga de carícias
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 11, junho, 2008 | 3 Comentários »
De delicadezas me construo. Trabalho umas rendas Uma casa de seda para uns olhos duros. Pudesse livrar-me da maior espiral Que me circunda e onde sem querer me reconstruo! Livrar-me de todo olhar que, quando espreita, sofre O grande desconforto de ver além dos outros. Tenho tido esse olhar. E uma treva de dor Perpetuamente. [...]
Aliança
Publicado em Outros autores, etiquetado Amor, Hilda Hilst em 10, junho, 2008 | 1 Comentário »
Escreveste meu nome Sobre a água? A fogo, na alma Desenhei o teu. Grafismo iluminado Imantado e novo Teu nome e o meu. Novo Porque nunca se viu Nome tão pertencido Antigo porque há milênios Se entrelaçaram justos No infinito E raro Porque tingido de um mosaico vivo De danação e amor. Teu nome. Irmão [...]
Por inteiro
Publicado em Outros autores, etiquetado Amor, Escrever, Hilda Hilst em 4, junho, 2008 | 2 Comentários »
Deu-me o amor este dom: O de dizer em poesia. Poeta e amante é o que sou E só quem ama é que sabe Dizer além da verdade E da vida à fantasia. E não dá vida o amor? E não empresta beleza Àquele que se quer bem? Que não vos cause surpresa O perceber [...]
A medida do imenso
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 27, maio, 2008 | 6 Comentários »
Sabes ainda meu nome? Fome. De mim na tua vida. Hilda Hilst
A idéia, essa ilha escondida
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 25, maio, 2008 | 2 Comentários »
A idéia, Túlio, foi se fazendo Em mim. Era alta a lua, e aberta A porta escura da minha casa vazia. Te pensei. E na minha alma fez-se Um gosto licoroso, de mordedura Mais doce do que a própria ventura De existir E te pensando foi subindo a lua E vivendo meu instante fui te [...]
Meu ser de miséria
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 20, maio, 2008 | Deixar um comentário »
Com meus olhos de cão paro diante do mar. Trêmulo e doente. Arcado, magro, farejo um peixe entre madeiras. Espinha. Cauda. Olho o mar mas não lhe sei o nome. Fico parado em pé, torto, e o que sinto também não tem nome. Sinto meu corpo de cão. Não sei o mundo nem o mar [...]
Tua amiga incorporada ao próprio destino
Publicado em Outros autores, etiquetado Hilda Hilst em 19, maio, 2008 | 3 Comentários »
Meu medo, meu terror, é se disseres: Teu verso é raro, mas inoportuno. Como se um punhado de cerejas A ti fosse dado Logo depois de haveres engolido Um punhado maior de framboesas. E dirias que sim, que tu me lembras Mas que a lembrança das coisas, das amigas É cotidiana em ti. Que não [...]

