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Posts com Tag ‘Insônia’

Insônia

Álvaro de Campos Não durmo, nem espero dormir. Nem na morte espero dormir. Espera-me uma insônia da largura dos astros, E um bocejo inútil do comprimento do mundo. Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, Não posso escrever quando acordo de noite, Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem [...]

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Hey babe,

Sinto saudade. Arrumei um vidrinho de Rivotril – hoje estou decidida: vou dormir. Com a boca embriagada pelas gotas mágicas, acridoces e quentes, as gotas da paz, é assim semi adormecida que te escrevo. É assim vulnerável que te procuro. Mesmo sabendo que talvez não ouças. Mesmo sabendo que, ouvindo, não entenderias. Porque preciso que [...]

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tem isso de estar sozinha na chuva de verão, na chuva contínua, na falta continuada, na continuação da saudade. tem isso de ficar em silêncio até imaginar que dedos rasgam a parede, vermelho tingindo o branco, o gesso, o teto. também tem aqueles momentos ocupados, dias populados, que é para esquecer de todo o resto, [...]

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poeta e noite

Romério Rômulo fênix: a partir das insônias, fiz. poetas são malditos e no espanto de revelar limites se martelam. há um poeta assim, em cada canto, no redemunho do espanto que revelam. poetas são em pétalas, cruéis com tintas destiladas pela mão. os dedos se arrebentam em pincéis drogados pela cor da solidão. tão bêbados [...]

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Insônia, aquela.

Se eu fechar os olhos, o desassossego vai se elevar da terra, dos meus pés — e me levar em ventania, em vórtice. Em furacão.

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Insônia, esta.

Eu não durmo porque estou toda entalada na garganta. Se você me abraçasse, escutaria meu urro arrebentando nas veias.

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E sobre a insônia, um mundo inteiro

Esta insônia… Não sei por quê. Sei que não passa. Eu penso tanto que tudo se embaralha em um indistinto amontoado de letras,  de palavras e diálogos. Daí, insone e inquieta, transgredi, inventei, torci e me contorci até uma transformação necessária — porque sem ela, não tem verdade, só farsas enfeitadas com boa articulação gramatical. [...]

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insônia. eu deveria trabalhar. eu deveria escrever, eu deveria fazer uma mágica, um feitiço, macumba — “simpatia do amor, pague só depois do resultado” — para ver se você volta. mas nem sobre a rejeição eu sei escrever e minhas tentativas desajeitadas são patéticas porque se esbarram na mediocridade que, agora em rasgo de sinceridade [...]

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Medo na madrugada

Estava tudo indo muito bem. A lagartixa pérfida desistiu de morar no meu banheiro — foi-se embora e viraram história os dias em que fui assombrada pelos seus olhinhos negros falsamente cândidos. Sua família extensa, numerosa, pavorosa, crescente! – ah, aquela multidão cinzenta que anda pelas minhas paredes e janelas ficou só ali — do [...]

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