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Posts com Tag ‘Romério Rômulo’

as musas

Romério Rômulo as musas me sumiram. quero vê-las na tarde solta da cidade viva. belas, encantos, olhos tantos de um escuro que carrega o tempo. se os seus silêncios dardejam o meu silêncio tenho motivos para reclamá-las e vejo a falta das suas palavras na minha fala, um poema louco. a mãe e o pai [...]

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renata: isso e aquilo são, porém, a forma mais audaz de ser ninguém.   romério

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Prometeu, teve que cumprir

Romério Rômulo uns graus de febre eterna avulsam meu corpo. a vida hiberna. eu, louco. uns graus de febre eterna, estados do pulso. a vida hiberna. eu, avulso. a mão firme se enterra no meu pescoço. uns graus de febre eterna: eu, osso. renata: a culpa é sua que veio me pressionar. um beijooooooooo. romério

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poeta e noite

Romério Rômulo fênix: a partir das insônias, fiz. poetas são malditos e no espanto de revelar limites se martelam. há um poeta assim, em cada canto, no redemunho do espanto que revelam. poetas são em pétalas, cruéis com tintas destiladas pela mão. os dedos se arrebentam em pincéis drogados pela cor da solidão. tão bêbados [...]

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para renata

Romério Rômulo eu faço poesia porque a vida não basta e preciso dividir mistérios. incertos, os marimbondos vazios me arrastam pela tarde. o mel da manhã,fel em mim, entope minhas veias. quando os solavancos da palavra vão redimir meu corpo? quanto de mim é fogo e terra? sobram o hiato das pontes,os rios degenerados. minha [...]

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Prosaica

Romério Rômulo de alguma forma morrer um dia: de luta armada de mulher ou de poesia.

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Chicuelina

fênix: o joão cabral, amante de sevilha e das touradas, não erra. o amor rói tudo. até os limites. romério

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a ‘bela’ ruiva

uma fera ruiva destas que decide a noite escava as gavetas faz o translado dos dentes cuida das pontes arranca os medos e os uivos; uma fera ruiva destas que varre e atreve bandolins aperta poetas vadios diz dos nomes dos bois arranca os aços da vida; uma fera ruiva destas que me lava a [...]

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Açúcar mascavo

Adoçou a boca do filho, ganhou a mãe para sempre. A partir de hoje, eu sou capaz de matar por e pelo Romério. essa menina bonita tão bonita que me mata é filha de um certo luís com uma tal de renata essa menina, ai de mim! inteligente e formosa é filha de um bandolim [...]

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ruído embrenhado na veia

tensos, passamos pó sobre as feridas, lambemos nossas almas de pedra, reviramos cada estalo, cada medo. Romério Rômulo

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o texto é naufrágio e é silêncio. Romério Rômulo

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Eu decidi que faria um livro com a Maína antes sequer que nos conhecêssemos pessoalmente. Assim, não foi bem um convite que ela recebeu em seu e-mail, foi quase um informe. Ela aceitou. Outro dia disse que a viagem era intensa, que tinha medo, mas que estava indo. Desde o Ventura que vocês não têm [...]

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Agrestes IV

para romério, o poeta de víscera aberta trago minha palavra incerta que se abrevia em pedra e, abrupta, atravessa minha veia contraída minha palavra sinistra a lâmina cega navalha ferrugenta que retalha em cruz a face na calcinada escrita a erosão do meu olho inesperada lágrima que emerge das fendas das cinzas, da terra ouve [...]

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não acredite na suavidade dos poetas cujos versos, por simples, são um cavalo em pêlo, no cerrado. (fuja do poeta como se foge da doença que se estampa longe. seu fígado é visgo: nada lhe corrói as entranhas.) os aços mais duros não conseguiram lhe desmontar as peças. seu olhar, sempre sobre, há que ser [...]

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em meu cangaço, todo o meu tumulto. traga uns grãos, poesia furiosa dentro de mim. falada em verso e prosa a solidão que me alarga o vulto. quero saber o quanto sou distante de mim, da ilha , do polo. poesia que bate furiosa pela mão errante a me mostrar aquilo que eu não via. [...]

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Agrestes

Explico: Romério, a secura está brava, colega blogueiro. É o cangaço poético instaurado em minha alma. Ele responde, em jorro certeiro: olha um verso: “o cangaço poético na alma uma secura da mais pura sede a rede que me emperra, minha rede de debandar na noite, pura calma.” acabei de fazer. e o primeiro verso [...]

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Escarificação

se o mundo ensandecido sobrar, louco, figuras vão trazer-lhe piedades. ora, só facas sabem-lhe a metade do corpo recurvado de poesia. cicatrizes lhe vão falar por sobre a miséria dos tempos. tão agudos os corpos hão de vir mais do que todos trazer-nos sua última palavra (ser a carne do corpo, ser o corpo) Romério [...]

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Paralelepípedo

apesar de tudo, sobrevivo. me tonteiam. conhecer a vida de perto dá medo. de cada, relato um atropelo. minha raiva perdida sobra mundo. dos cães retomo a substância dos cães. quando ser noite é revelação? as mãos tecem o que lhes vale. sobram rasos. os olhos de ouro preto são meu corpo. de pontes, marílias, [...]

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eu quero carregar a tua sombra como lastro do olho que me habita. teu elo, se existe, pode ser um calo em ricochete pela alma. estados de olhar são puros astros, amadas no horizonte, puro vento como pedra se faz no corpo ardente e estrada a recompensa de uma mão. Romério Rômulo

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Excelente companhia

Dá até vergonha de ficar lado a lado com o “Poetinha”! renata: misturei você com o vinicius. eu sofro no escuro, eu sofro o ausente que é a forma de sofrer por certa gente eu sofro nas entranhas, eu sofro nos vazios que é a forma de rasgar todos os rios eu sofro pela luz, [...]

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Da Palavoraz

A coluna do Romério Rômulo, “Matéria Bruta”, que transcrevo aqui: estas manhãs que chegam pelas costas nos trazem um poder sobressalente. o ciclo biológico se fecha em queixas e cardumes. as faces, duras pedras de pó carcomido, trazem visgos. quando olho a montanha refaço-me sou o que trouxe o osso da cadela nas mãos. meu [...]

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Ameaça

“e vou prosseguir” – adorei. E vou cobrar! renata: hoje sou eu que me aproprio do seu verso.´ “o manto que aquece é o mesmo que aprisiona o corpo que adormece é o mesmo que abandona a mão que diz a prece é a mesma que sodoma a boca que te tece é a mesma [...]

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Matéria bruta

a fúria, a tortura, os desejos são caldos que engrossam a noite. tensos, passamos pó sobre as feridas, lambemos nossass almas de pedra, reviramos cada estalo, cada medo. os ruídos adentram nossa veia como fogo da morte nada nos diz o silêncio. sobre nós as formigas ressaltam seus desejos. a chuva perdida sobre as portas [...]

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Sangria

o desafio é escrever neste nível. beleza intensa, densa, amargurada. nada é tudo, tudo é nada. pura água clarice. sangue esfolado na veia. teia de aranha. fundo, o poço é o mundo. a pedra resvalada no corpo pisa o vazio. Romério Rômulo (Romério, já me apropriei das tuas palavras novamente e ainda tive a ousadia [...]

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Bernardo Guimarães

Indicação do Romério Rômulo “hoje a cronópios publica “o elixir do pajé” do bernardo guimarães, edição do tião nunes e minha de 1988. escrevo a introdução. te convido a dar uma caminhada por lá. o bernardo foi um porra-louca.” Fui lá conferir. Estendo o convite do Romério a vocês todos. Vale a pena. Mas, que [...]

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