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Posts com Tag ‘Xico Santos’

Da série Folhetim de Ausências, por Xico Santos  “Machado de Assis, esse sim, botou sandálias de Lampião em sua Emma; pegadas de sola quadrada pra cabra não saber se Capitu está indo ou voltando.”   Andréa Del Fuego     Senhora, Capitu, traiu?   …? ( ! ).   Anna, a Karenina de Tolstoi, traiu. [...]

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Grão delito

Da série Folhetim de Ausências, por Xico Santos “Eu bem quisera, quando chego a ver-te, vendo este infame amor, poder negá-lo; porém logo a razão justa me adverte de que só há remédio em publicá-lo: porque do grão delito de querer-te só é pena bastante o confessá-lo”. Juana Inés de la Cruz Oh, minha senhora, [...]

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Meu amor (também!) é marinheiro

Da série Folhetim de Ausências, por Xico Santos Senhora, hoje eu acordei com uma estranha vontade: queria ir lá no morro da Petrobras… E de lá, gritar teu nome, tão forte e tão alto que ecoasse por Maresias, Juquehy, Boiçucanga… que chegasse até Parati. Um grito, assim… daqueles que silenciam trovões… que, chegando em alto-mar, [...]

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Vestia azul, mas estava nua

Da série Folhetim de Ausências, por Xico Santos Minha amada senhora, três dias fazem tanta diferença na vida de um homem, que ele pode, de repente, pensar que hoje é amanhã e… e… e… que porra nenhuma de ontem foi qualquer coisa! Então ele retrocede… Volta, mas a temperatura fica.

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Chuva de flores

Por Xico Santos Vê-la assim, dormindo calmamente ao meu lado pela primeira vez, chega a ser quase irreal; não fosse o leve perfume que emana por entre as dobras dos lençóis, seria um sonho, certamente. Desenho teu corpo com meus olhos enquanto brinco com uma mecha de cabelo rebelde que insiste em manter o desenho [...]

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Por Xico Santos Neste estradar ao qual me entrego livre e nu, a música no vento é teu nome ecoando por entre sombras e silhuetas difusas na vertente – uma dança de chegar. Se me faço noites de espera, não temas – é que amo a Lua –, testemunha silenciosa e cúmplice desses noturnos. Evitei [...]

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Saudade em flor

Quando for dia de festa você pega o teu vestido de algodão Quebro meu chapéu na testa Para arrebatar as coisas do leilão Satisfeito eu vou levar Você de braço dado atrás da procissão Vou com meu terno riscado Uma flor do lado e meu chapéu na mão. (Elpídio dos Santos) As manhãs de agora [...]

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Da partida

Ora! Se você quase explode nesta esteira de tempo, pense em mim, aqui dentro, com a persistência desses grãos de areia que não abandonam minha fronte, que não me deixam esquecer um só minuto – feito uma tortura chinesa! O reflexo que aprisionei como companheiro, não me deixa morrer – vira e mexe vejo um [...]

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Dos visitantes poéticos

Passei pra uma visita… deixei, ali, naquele cantinho, um raminho de flores da caatinga… (é que choveu!)… e, sabe?, quando isso acontece o sertão põe chapéu e terno de festa pra admirar a noiva… Xico Santos

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